Trilhos Anatômicos

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Se você já ouviu falar ou já estuda sobre fáscia, com certeza já ouviu falar também dos trilhos anatômicos.


Os trilhos foram descritos por Thomas Myers, com o objetivo de expressar sua ideia sobre a conexão do corpo através da fáscia e dos músculos.


Em seu livro “Trilhos Anatômicos” Myers já nas primeiras páginas, introduz a visão aceita hoje sobre a anatomia muscular, que é a inserção do músculo em um osso para outro, e que suas funções seriam aproximar as duas pontas, ou resistir quando são submetidos a um alongamento demasiado. E que a complexidade e a estabilidade do movimento humano podem ser obtidas pela soma da ação desses músculos individuais. (Thomas Myers, 2014)


Com a opinião de que esta visão de corpo é antiquada e com base em suas experiências, tanto nas salas de dissecações, como nas suas aulas práticas de movimento, ele desenvolveu a teoria dos meridianos miofasciais. Onde ele fala de basicamente sete linhas, descrevendo suas funções e as exemplificando em seus mapas.


Essas linhas são:

Linha superficial posterior.

É a linha do dorso, que atravessa a face posterior do corpo dos dedos até o osso frontal (acima das sobrancelhas). Opera de modo funcional para elevar nossos olhos e posições que satisfazem nossa curiosidade, e eleva nosso corpo para cima, mantendo estável em sua postura. (Robert Schleip, 2020)


Linha superficial anterior

Esta linha atravessa a superfície anterior do corpo, protege a cavidade ventral e é, portanto, associada á resposta de susto e cria flexão do tronco com extensão do membro inferior. (Robert Schleip, 2020)


Linha lateral

Esta linha vai do arco externo do pé até a orelha, atua criando curvas laterais ou evitando flexões laterais no lado oposto. Assim, a linha lateral funciona para manter a estabilidade durante a locomoção. (Robert Schleip, 2020)


Linha espiral

Ela se enrola ao redor do corpo através das três linhas cardeais anteriores, criando e modulando movimentos rotacionais e oblíquos na marcha e no esporte. (Robert Schleip, 2020)


Linhas do braço

As quatro linhas do braço estabilizam e movem os braços e os ombros através de sua extensa amplitude de movimento. (Robert Schleip, 2020)


Linhas funcionais

As três linhas funcionais estabilizam os ombros aos membros inferiores contralaterais e ipsilaterais, ampliando a alavanca dos braços através do tronco. (Robert Schleip, 2020)


Linha profunda anterior

Esta linha vai do arco interno do pé até a parte de baixo do crânio e inclui tudo o que poderia ser denominado core do corpo. Suporta a estabilidade e a extensão axial e apendicular em todos os nossos movimentos. (Robert Schleip, 2020)


Segundo Myers, do ponto de vista clínico, isso explicaria como as dores de uma determinada área do corpo podem estar ligadas à áreas que aparentemente não tem ligação.


Essa teoria vem ganhando força entre os terapeutas mais atualizados, porém, ainda se recomenda ir com calma uma vez que não existe evidencias concretas de todas as linhas e suas ações.



Autora:

Dra. Laiane de Oliveira Severino

CREFITO 218515 - F

Fisioterapeuta pela PUC/PR, Especialista em Performance Interna, com formação em Pilates pela maior escola do Brasil, e vários outros cursos com enfases e especializações distintas dentro do Pilates e fáscia.


Referências bibliográficas

Livro Trilhos anatômicos, Thomas Myers

Livro Fáscia no esporte e no movimento, Robert Schleip

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